Como funciona o radar embarcado em drone?

O radar é instalado no drone. O drone sobrevoa a área cobrindo até 200 hectares em 20 minutos de voo. Após o voo esperamos o processamento dos dados e podemos ter a visualização dos resultados utilizando o próprio equipamento de operação do drone. O resultado é um relatório com imagens e informações da área sobrevoada.

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Diferenciais

- Independe da luz solar e conertura de nuvens para operar;

- Opera com uma câmera simultaneamente;

- Possui três bandas (C, L e P) que possibilitam informações do topo e do volume da vegetação e do solo;

- Interface simples por celular ou tablet;

- Resultado logo após o voo, dependendo da aplicação.

Especificações técnicas

- Cobertura: até 200 hectares em cada voo de 20 minutos;

- Escalas dos mapas: 1:500 a 1:50.000;

- Resolução: 5 cm (1:500) a 5 m (1:50.000);

- Precisão de altura: 10 cm a 1 m;

- Precisão da medida de subsidência: 8 mm;

- Altura de voo: 120 m.

Solução multibanda

O radar é um hardware com software embarcado, ou seja, uma placa com circuitos eletrônicos integrados a uma unidade de navegação inercial e GNSS, que combinado com mais 3 tipos distintos de antenas, operando em diferentes bandas, consegue captar informações relevantes da área sobrevoada.

 

Utilizamos as bandas C, L e P, sendo que a C obtém informações da altura da vegetação, a L informações do volume da vegetação e a P consegue penetrar na floresta densa e no solo.

Integração com drone

O drone é apenas o meio de transportar o radar para sobrevoar a área desejada. A única restrição atual é de que o equipamento precisa aguentar uma carga de 5 quilos, que seria o peso da estrutura do radar com as antenas.

 

Atualmente utilizamos o modelo Matrice 600 Pro, mas estamos estudando outros equipamentos que tenham uma autonomia maior para aumentarmos a produtividade. Uma vez que o radar não possui restrição de tempo para captação de informações.

Keeper

Voltado para soluções de monitoramento, ou seja, que precisam de revisitas como previsão de safra, crescimento da plantação, medida de umidade do solo, inventário florestal, detecção de desmatamento, medição de subsidência do solo e de construções civis, erosão e outras medidas recorrentes.

Explorer

Atende demandas de mapeamentos não-periódicos e de pesquisa e desenvolvimento. Os mapeamentos não periódicos são, por exemplo, a medição precisa dos modelos digitais de superfície e de terreno e a obtenção de imagens na escala de 1:500 através de voos circulares, tornando-se a base de referência dos voos de revisita. Os voos de pesquisa e desenvolvimento são à obtenção de novos produtos no futuro, como a tomografia para medida de subsidência da subsuperfície, a detecção de formigueiros no solo de florestas industriais, a identificação de tubulações e galerias no solo e imagens 3D à arqueologia. O radar também dispõe de uma interface a um processador em tempo-real externo.